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quarta-feira, 5 de março de 2014

Onde comer em Auckland!

Oi, galera! Hoje eu vou contar pra vocês quais eram meus lugares preferidos pra comer em Auckland! Como eu viajei com meus pais e ficamos bastante tempo lá, não estávamos nessa situação de turistas que almoçam e jantam todos os dias fora. A gente tentava improvisar refeições dentro de casa mesmo: só quando passeávamos que comíamos fora, e mesmo assim costumávamos comer em lanchonetes de cadeia tipo Burger King e McDonald's porque éramos (na época) quatro pessoas usando o transporte público (que é caro na Nova Zelândia) e fazendo passeios muitas vezes bem salgados.

Quando eu, minha irmã e meu namorado começamos o curso, tivemos mais liberdade pra conhecer os restaurantes do centro. Nosso curso ficava em um prédio na Queen Street, a principal rua de Auckland, cheia de lojas, restaurantes e comércio em geral. Muitas vezes comíamos em restaurantes de cadeia, como os já citados acima, Domino's, Wendy's, entre outros. Mas claro que não deixamos de conhecer um pouco dos locais.

A Nova Zelândia não tem um tipo marcante de comida típica, muito disso por causa da colonização inglesa, que também não tem a culinária como forte. Em Auckland, porém, grande parte da população é de origem asiática e das ilhas do Pacífico, então existem muuuuuuuuitos restaurantes chineses, japoneses, coreanos, tailandeses, vietnamitas, etc. Eu não sou muito fã desse tipo de culinária, mas meu namorado é bastante, então tenho uma recomendação nesse estilo. Mas sem mais delongas, vamos começar? (post não recomendado pra quem está de estômago vazio) (nenhuma das fotos desse post é minha!!)


Renkon
Esse restaurante japonês é uma gracinha! Eles várias filiais espalhadas pela cidade, inclusive uma pertinho da nossa casa, em Parnell, e uma numa rua paralela a Queen Street. Nós fomos nessas duas e também na de Takapuna, e fomos super bem recebidos em todas! Eu não gosto de comida japonesa, mas meu namorado disse que é tudo fantástico! Bastante variedade, incluindo opções vegetarianas, porções grandes e opção de comer no restaurante ou levar pra viagem. O preço também é bom, geralmente na faixa de dez a doze dólares. Endereço: 10 Dunham St. East (paralela a Queen St.), CBD


BurgerFuel
Essa franquia de hambúrgueres neozelandesa recentemente fechou um negócio com investidores do Subway e planeja abrir filiais nos Estados Unidos no futuro. Eles têm 54 lojas ao redor do mundo, sendo 35 delas em NZ. Tínhamos duas opções perto de nós: uma lanchonete em Customs e no Civic Centre. Pessoalmente eu prefiro a da Customs St., pois a decoração é mais bonita (#dessas), mas fomos muito bem recebidos em ambas. A rede é temática, com uma decoração de automóveis, e super querida pelos jovens descolados. Os hambúrgueres são ENORMES e muito originais, com várias combinações meio loucas e ingredientes diferentes. A qualidade dos pratos é impecável. Comer lá, porém, sai mais salgado do que pedir algo em outras lanchonetes populares, se você for para o combo hambúrguer + batata frita + refrigerante, então eu recomendo que você peça só o sanduíche, que já enche bastante. Meu preferido era um de frango e queijo brie <3 Endereço: 291 Queen St., CBD, ou 13 Customs St. (Dilworth Building).


Sal's
Eu tenho uma história muito engraçada sobre essa pizzaria! Meu professor tinha recomendado depois que viu a gente comprando na Domino's (que ele chama de lixo) e eu resolvi experimentar. Só que depois que meu namorado e minha irmã viram que a fatia custava cinco dólares (é uma fatia grande!!!), brigaram comigo porque esse era o preço que a gente pagava por um hambúrguer + batata frita + refrigerante + sundae no Burger King. Mas eu insisti tanto que o apelido do lugar, pra gente, acabou ficando "Teimoso". "Vamos comer no Teimoso hoje?", tipo isso! Acabou que eu só comi lá uma vez por causa da chatice dos meus companheiros, mas foi amor a primeira mordida. Pizza fininha, do jeito que eu gosto, tostadinha, deliciosa. A fatia é cinco dólares mas é grande, viu? Talvez não tenha promoções tão boas quanto a Domino's, mas vamos lá, né? Se fosse pra comer em restaurante de cadeia, eu teria ido pra um shopping por aqui mesmo. Endereço: 265 Queen St., CBD


International Food Court
Esse lugar é tão querido e me traz tanta lembrança boa... <3 Na primeira viagem do meu pai a Nova Zelândia, ele conheceu esse lugar. É uma praça de alimentação meio subterrânea, escondidinha, numa galeria na Queen Street. Lá tem várias cantinas: de comida japonesa, coreana, mexicana, tailandesa, etc., e uma brasileira, cujo dono é um iraniano muito querido. Meu pai o conheceu em sua primeira viagem, e minha mãe o conheceu quando ela foi com meu pai, e agora eu e minha irmã o conhecemos. O lugar é o único restaurante brasileiro de preço acessível no centro da cidade, e o dono é esse iraniano super simpático, que fala nada mais nada menos do que dezoito línguas, incluindo português. A decoração não é nada bonito e não é o lugar mais refinado e limpo da cidade, mas a comida é de ótima qualidade, barata e vem em porções enormes. Tem vários pratos brasileiros pra quem quer matar a saudade, incluindo estrogonofe, picanha, bife a cavalo... Quem for lá dá um abraço nesse amigão por mim, viu? (única foto minha no post todo, apresentando meus pais e o iraniano [o nome dele é tão difícil que nem sei se tenho as letras nesse teclado pra soletrá-lo]). Endereço: 233 Queen St., CBD (entre a Dotti e a JayJay's, do outro lado da Cotton On, só descer a escada!)


New Zealand Natural
EU NEM SEI O QUE FALAR DESSE LUGAR. Nem posso falar muita coisa porque, admito, só experimentei um sabor de sorvete em todas as vezes que o visitei. Nem me sinto envergonhada. Quando eu comi lá pela primeira vez, eles tinham esse sabor edição limitada promocional pro filme d'O Hobbit: A Desolação do Smaug, com chocolate, caramelo e pedaços de biscoito. Foi amor a primeira lambida. O. Melhor. Sorvete. Que. Eu. Já. Tomei. Não era doce demais, era perfeitamente cremoso com pedaços crocantes. Umas semanas depois, o sorvete já tinha entrado pra lista dos oficiais da marca. O nome é Hobbit Crunch. Todas as vezes que eu tomava, eu e o Pedro começávamos a compor poemas, HAHAAH! Tome e chore por mim. Se você é mais fã de frutas, tenho certeza que os outros sabores da marca também são ótimos. Como, se não experimentei? Simples: porque uma marca que fabricou o Hobbit Crunch não pode ter feito nada menos perfeito. Sem mais. Eles não tem loja na Queen St., então a gente costumava comer em Mission Bay e Takapuna. Endereço: 2/35 Tamaki Drive, Mission Bay, ou Shore City Galleria, Takapuna.


Mrs. Higgins
Os fãs de cookies piram. Os sabores dependem da loja, que geralmente é pequena. A gente costumava comer numa na Queen Street, do lado do McDonald's. Todo mundo falava muito bem do de chocolate branco e macadâmia, mas como eu detesto chocolate branco, meu preferido era o de Chunky Choc Chip. Os cookies tem aquele gostinho de feito em casa, com as bordas crocantes e o centro bem macio, do jeito perfeito. Cada mordida é como se apaixonar de novo. Não sei se o preço depende da loja/região, mas a gente pagava dois dólares nesse pedacinho do céu. E valia 100% a pena. Endereço: 268 Queen St., CBD


Mövenpick
Muitos dos meus colegas babavam ovo pra essa rede de sorveterias, mas eu estava tão cega de paixão pela New Zealand Natural que nunca dei muita bola. Além do mais, a decoração minimalista deles não me atraía muito. Mas um dia, passeando pelo centro, resolvi dar uma chance. A variedade de sabores é pouca, mas Jesus Cristo, que pedaço do céu. O preço é salgado pra um sorvete, mas acho que super vale a pena pra uma ocasião especial. O sorvete é suíço, aliás, e além de sorvete eles servem café e bolos. Eles tem uma loja no centro e outra em Parnell, onde a gente ficou, e essas eram as que a gente frequentava. Endereço: 155 Parnell Road, Parnell, ou HSBC Building, na esquina da Quay St. com a Lower Albert St., oposto ao terminal ferroviário.
É isso aí, gente! Espero que tenha ajudado quem tá indo pra minha cidade maravilha. Essas são minhas opiniões, mas pesquisem na internet por mais opções! Eu achei vários lugares interessantes mas que não tive a oportunidade de visitar porque não costumava sair do centro, então continue procurando! Mil beijos!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Diário de bordo #1: DisneyWorld


Olá galeres! Antes que vocês fiquem confusos, não, eu não estou embarcando pra Disney em nenhum futuro próximo (snif snif). Mas eu já fui duas vezes pra lá, então acho mais do que justo ajudar você que está embarcando daqui a pouco com minhas dicas próprias. Pretendo transformar isso numa série de posts, marcado com a tag #disneyworld, falando sobre preparação, como arrumar a mala, um guia de restaurantes, lojas e brinquedos... Não garanto nenhum guia profissional, mas acho muito mais interessante compartilhar minhas experiências pessoais do que dicas gerais e meio inúteis, né? Esses dias eu achei um guia de dicas que eu fiz pros meus amigos, e achei que seria legal aumentar e transformar em uma série de posts. Bora?

Edição #1 - Passaporte e Visto

[ironia] Graças à eficiente e organizada burocracia brasileira, tirar visto e passaporte é uma questão de dias [/ironia]. Na realidade onde a gente vive, você precisa marcar para tirar seu passaporte, caso você não tenha, com um mínimo de seis meses de antecedência! Isso porque se você agendar uma consulta hoje, se ela for daqui a dois meses você teve sorte. O procedimento em si não é complicado, você tem que dar uma série detalhadíssima de dados sobre você, tirar a foto (onde você vai ficar feia, aceite isso para evitar decepções) e, dali a pelo mais mais dois meses, você pega o documento pronto. E só daí você pode começar a ver o visto.


Para o visto, eu tive que ir ao Rio de Janeiro (e, para o passaporte, pra Macaé). Cheguei lá às sete da manhã, passei uma hora na fila do lado de fora do prédio, três horas na fila de dentro do prédio, uma hora na fila em pé pra tirar minha digital, mais uma hora na fila para as perguntas. Meus pais tinham trazido tudo o que se podia imaginar: certidão de nascimento de todo mundo, certidão de casamento, carteirinha de vacinação, boletim da escola, planta da casa (isso não é exagero gente, minha mãe levou isso tudo mesmo). Quando chegamos lá, eu esperava uma espécie de interrogatório estilo filme, com homens do FBI intimidadores que queriam pôr as mãos na planta da nossa casa. Mas o que aconteceu de verdade foi:

Um mulher perguntou, em inglês, pra onde iríamos (Orlando, Flórida), se falávamos inglês (sim, todos), se já tínhamos saído do país e pra onde tínhamos ido (Austrália, Nova Zelândia, França e Alemanha - não se enganem, nesses todos eu só fui na Austrália quando eu tinha 1 ano de idade), com o que meus pais trabalhavam (psicologia e engenharia naval). E pronto, fomos dispensados! 

Eu fiquei indignadíssima. Onde estavam os caras de terno do FBI? Por que não pediram a planta da nossa casa? Mas a verdade é: uma família normal, querendo ir pra Disney, com empregos estáveis e sem nenhum tipo de registro na polícia, não é suspeito para eles. Mas não significa que o processo não seja rigoroso: um amigo da família teve o visto recusado só porque ele tinha ascendência árabe e parecia um terrorista!!!! Ou seja, mande seu pai fazer a barba antes de ir tirar o visto, HAHAHA! Mas, geralmente, ele liberam facilmente o visto pra quem quer ir pra Disney, até porque o Obama é bem legal com os turistas brasileiros. Uma dica boa também é: se vista bem, como se você tivesse uma boa situação financeira. Coloque perfume, maquiagem (mesmo básica), blusa de marca, essas coisas. Por mais que você vá passar horas e horas intermináveis na fila, eles levam isso em conta.

Mas, se o processo é tão rigoroso assim, Mari, pra quê aquele texto enorme falando que ele não é, na verdade, tão rigoroso assim? Simples: pra que você não fique tão nervosa e ansiosa sobre isso. Uma adolescente brasileira querendo ir pra Disney (com ou sem família) é totalmente normal e eles geralmente não hesitam muito em lhe dar o visto. Conta como ponto positivo já ter viajado pra fora, o que foi um diferencial no caso da minha família (nós conseguimos, todos, o visto valendo por 10 anos, enquanto uma família amiga, que nunca tinha saído do país, conseguiu só por 5 anos).

Mas, tirando as filas intermináveis e a ineficiente burocracia brasileira, tirar visto e passaporte não é nenhum bicho de sete cabeças. Mas atenção: não é um bicho de sete cabeças pra quem planeja tudo com antecedência! Se você quiser tirar os documentos três meses antes da viagem e achar que tá tudo bom tudo bem, está redondamente enganada! A palavra-chave de qualquer viagem internacional é organização e planejamento.

PS: para marcar a consulta do passaporte, entre no site da receita federal. E para o visto, preencha o formulário do site do consulado americano.

Bem-vindos ao diário de bordo, e espero que eu ajude!