domingo, 26 de maio de 2013

O mundo pelo olhar de uma criança


Sabe quando acontece alguma coisa que faz você cair em si e ver que não é mais uma criança? Que as coisas não se resolvem mais com um abraço, que os mistérios da vida adulta agora estão claros e são parte da rotina? Pode ser quando você abre uma caixa de fotografias antigas, lê seu antigo livro preferido ou acha seu diário de infância perdido. Meu momento foi quando encontrei uma reportagem sobre Javier Naranjo, um professor colombiano que passou dez anos registrando em um livro as definições de seus alunos para várias palavras. As definições simples, infantis e poéticas, de coisas que para nós são apenas mais termos técnicos chatos. Assim a gente percebe que a inocência ficou pra trás. O que é água, por exemplo? Dois átomos de hidrogênio mais um de oxigênio? Para Tatiana Ramírez, 7 anos, é "transparência que se bebe". Já se sente um quase-adulto chato?

Entre essas e outras, a gente vê que a beleza de ser criança vai muito mais além da ausência de contas a pagar, de corações partidos e de preocupações de adulto. Está, pura e simplesmente, no ver as coisas com um olhar diferente. Sem neuras, sem certo ou errado, apenas as coisas como elas são. E, olha, é triste ver hoje em dia as mães ensinando aos seus filhos de cinco anos como combinar roupas ou como dançar o funk do momento. A bom de ser criança é poder colocar sua meia listrada colorida com uma saia roxa e blusa laranja, sem ninguém pra julgar. Por um único momento da vida poder ser quem você quiser sem ser julgado impiedosamente. Só ser como você é. Os únicos momentos de autenticidade plena na sua vida.

Para quem quiser ler mais, o link da reportagem é esse

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